terça-feira, 11 de março de 2014

Disse o taxista

Em raras ocasiões me vejo dentro de um táxi, além de fugir ao orçamento, prefiro um ônibus, quando há real possibilidade de usá-lo, obviamente.

As conversas dentro do táxi são sempre muito boas. Ali dentro passa todo tipo de gente para enriquecer a opinião do condutor e até nos informar do que a população anda querendo e reclamando.

O trânsito surge, eis o assunto inicial para uma clássica conversa ao estilo “elevador com o vizinho”. 

- Essa história de faixa azul tá uma porcaria, até liberaram a gente para andar, mas sem fumê. Disse o taxista. 

- Sim, de fato, mas pelo menos liberaram, né? Disse eu.

- Só que com esse calor, não dá pra andar sem fumê, tá insuportável. Retrucou. 

Os diálogos eram intercalados pela pior meia embreagem que eu já vi na vida, o carro parecia convulsionar. 

- Eu acho que deveriam nos liberar, mesmo sem passageiros, estamos quase sempre a trabalho. Além do mais, é quase impossível passar todas as faixas quando um passageiro chama. Finalizou. 

Chegamos ao destino. 

Pensei, a faixa azul veio para melhorar, mas ainda vai gerar muita confusão até a adaptação, é um período normal, experimental. A população precisa ter paciência sem deixar de torcer para que dê certo, pois a melhora será coletiva.

Outra coisa, acho que o prefeito Rui Palmeira deveria andar um pouco nesses transportes, como disse o taxista, pode dizer o cobrador, o motorista e toda população. É um excelente meio para saber o que o povo quer. 

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