quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Dizem que somos iguais

São incansáveis os momentos em que Maceió figura nos jornais como a cidade mais violenta do Brasil e uma das mais violentas do mundo. De fato, basta uma pesquisa simples para se chegar aos elevados índices negativos da capital Alagoana.

A violência, como a lei – na teoria -, atinge a todos, sem cor, credo ou classe social. Talvez seja um dos poucos mecanismos capazes de envolver tanta gente dentro do mesmo barco.

A situação anda tão calamitosa que até Fernando Gabeira passou aqui. O que me preocupa é a forma como o assunto é tratado: A repercussão quando atinge uma pessoa conhecida. E o Seu José?

Não venho aqui fazer papel de advogado do diabo. Hoje (26) foi assinado o proprietário da casa de shows Maikai, mas amanhã pode ser você, sua mãe, seu irmão, seu filho, inclusive o José que mora ali no Clima Bom (paradoxalmente um dos locais mais violentos).

Viver é correr riscos, aqui em Maceió isso é seguido à risca. Na última segunda-feira (24), um morador de rua foi morto a tiros, o terceiro em sete dias. A notícia não ganhou destaque e, para maioria, foi culpa das drogas.

A morte do empresário foi uma pena, sem dúvida, mas isso acontece “todo dia” com a parcela esquecida da população. A mídia acaba decidindo a importância dos fatos e o que não é publicado é como se não existisse.

O Governo de Alagoas recententemente mudou o comando da Secretaria de Estado da Defesa Social (SEDS), provavelmente não resolverá nada,  e a população continuará clamando por socorro. Há uma histeria coletiva, todos estão no limite de uma lei que mais parece o código de Hamurabi.

Espero que o caso de hoje sirva como um novo gás para uma luta que deve ser travada com toda força: Contra Violência, não só contra o rico, a contra o pobre também.  Afinal de contas, dizem que somos iguais.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Além de segurança, boas maneiras!

As aeromoças são caracterizadas - quase sempre -, pela beleza, jovialidade e, principalmente por aqueles gestos engraçados ao avisar onde ficam as saídas de emergência e explicar todos os procedimentos de segurança no vôo. 

A segurança é de extrema importância, já que se torna uma missão verdadeiramente impossível se salvar de problemas aéreos, então nada mais justo. Porém, longe de ser ocasionado pela popularização do acesso aos aviões, ganhamos outro problema, a falta de educação.

Talvez para os elitizados, sejam os menos favorecidos, os famosos “passageiros de rodoviária” no aeroporto. Discordo. Falta bom senso de todos, pertença a classe que for. As mães deveriam controlar os filhos que chutam as cadeiras por trás e seus gritos.

Criança pode muito, mas tudo tem limite. À todos outros, reclinar a cadeira é confortável, principalmente em um vôo longo, mas não precisa ser feito da forma mais grosseira possível, não custa absolutamente nada fazer de uma maneira mais delicada.

O bom senso também chega nos compartimentos onde fica guardada a bagagem, não há necessidade de uma ocupação completa, pense no outro, que está atrás de você e não conseguirá espaço no local destinado e deverá procurar outro mais distante.

Estes são só alguns exemplos. Pensando bem, as aeromoças poderiam abordar boas maneiras com o movimento engraçado com os mãos, apesar de nem todos prestarem atenção, quem sabe não melhoraríamos? 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A triste partida

Hoje faz exatos dois meses que meu pai nos deixou, data que também completaria 51 anos. Para alguns, a luta, que durou quase oito meses, foi perdida. Mas longe do consenso geral, acredito na vitória clara do melhor dos guerreiros.

Nunca pensei que chegaria a tal situação, até pensei, mas depois de muitos e muitos anos, e  poderia cuidar dele sem tanta dor. Ainda é extramente difícil conviver com a tristeza, e ao mesmo tempo confortante pensar nas coisas boas deixadas por aqui.

A data da partida foi emblemática como ele, 10 horas do dia 11/12/13. O extraterrestre voltou para o seu mundo. E como um ser humano repleto de bondade, deixou um enorme legado em sua curta passagem.

Pensar nele é pensar em uma verdadeira filosofia a ser seguida. Uma filosofia que ficou órfã do seu maior guru. Recebi grandes ensinamentos, e prometi a mim segui-los com afinco e muita sabedoria.

Apesar da tristeza, ficam as boas recordações, as piadas, as brincadeiras, e até às duas vezes que ele fingiu que estava morto no hospital. Como brincalhão que era, não poderia deixar de fazer. Difícil foi reagir quando de fato aconteceu.

A corrente do mundo melhor perdeu um dos maiores colaboradores. Ele pode não ter resolvido o apartheid, porém, em pequenos atos, nos mostrou lições dignas do líder que sempre foi, no nível de outros gigantes mundo a fora.

Fica a missão e bons fluidos deixados por ele para todos nós que convivemos. Missão que deve continuar, sem dúvida é o que ele gostaria.  E aos seus órfãos, a admiração eterna por um dos melhores que passou por aqui.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Será que seremos educados?

Maceió passa por uma grande mudança no trânsito, a partir do dia 17 de fevereiro, uma segunda-feira, os condutores que frequentarem a faixa exclusiva de ônibus (Avenidas Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro) inadequadamente serão multados.

Fruto de uma grande iniciativa da prefeitura, o novo modelo pretende acabar com a lentidão dos ônibus, além de promover um incentivo para que a população use o transporte público com maior frequência. Entretanto, para a concretização dos devidos fins, há a licitação para exploração do serviço de transporte.

Nenhum tipo de medida funciona sozinha. Existe o empenho do novo prefeito pata concluir o processo licitatório, situação de extrema importância. A população foi convidada a participar de tudo, inclusive em audiência pública realizada no último dia 30 de janeiro.

Aproximadamente em 15 de fevereiro, o edital da licitação será publicado no Diário Oficial do Município, 45 dias depois haverá a abertura do certame. Rui Palmeira decidiu não tirar férias, aconselho também um sono de meio termo, um olho aberto e outro fechado.

Em Brasília, a licitação revelou a possibilidade de um grande esquema em que antigos concessionários usaram laranjas e continuaram a assumir o serviço. Será que em Maceió será diferentes? Os marajás dos transporte perderão sem problema a concessão? Creio que não, quem em sã consciência empurraria uma máquina de dinheiro de casa. 

Ainda temos a história da lei municipal 5.594, de sete anos atrás, que finalmente entrará em vigor no dia 24, e contribuirá para a diminuição do caos no transporte. O artigo institui a proibição da circulação de caminhões, tratores e máquinas acima de cinco toneladas no trecho que compreende da Praça Centenário até o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

Com isso tudo, os objetivos são bem válidos, mas será que a população está preparada? Será que seremos educados? Ainda é comum, por pressa, assistir aos condutores usando irregularmente a faixa. Além da educação, é preciso uma mudança cultura, ou seja, um desafio considerável. 

Medidas estão sendo tomadas, espero que a população consiga ser educada suficientemente para arcar com isso. E olhos abertos na licitação.